quinta-feira, 24 de abril de 2014

Estreia ainda sem reforços

A dois dias da estreia na Série C do Campeonato Brasileiro, o Paysandu vai encarar o Águia com as peças que estão no elenco. Ontem à noite, após o primeiro treino em Belém após a derrota na decisão da Copa Verde, o presidente Vandick Lima se reuniu com o técnico Mazola Júnior para tratar da contratação de reforços. Como o jogo com o Águia é já no sábado, dificilmente quem chegar - se chegar alguém até lá - poderá ser inscrito a tempo. O trabalho está sendo feito para que os novos contratados, se estiverem bem fisicamente, sejam aproveitados a partir da segunda rodada.

O trabalho de bastidores é contratar o quanto antes entre quatro e cinco jogadores. Em entrevista ao Portal ORM, o diretor de futebol Roger Aguilera confirmou que o mais próximo da Curuzu é o meia Rafael Tavares, ex-Luverdense-MT, podendo chegar até hoje a Belém. “Já está praticamente tudo fechado com o Rafael Tavares. Faltam poucos detalhes, mas é uma negociação que está muito bem encaminhada. Deve chegar amanhã aqui”, disse Aguilera.

Canhoto, Rafael Tavares tem 23 anos e foi formado na base do São Paulo-SP, de onde foi emprestado para defender o Sertãozinho-SP, Marília-SP e o Luverdense, onde ficou por dois anos (2011 e 2012). Lucas do Rio Verde (MT) ele foi ao Goiás-GO, que o emprestou ao Aparecidense-GO para ganhar mais experiência. No Luverdense, Rafael trabalhou com o atual gerente executivo de futebol do Paysandu, Sérgio Papellin, que o conhece bastante.

Mas se há a necessidade de se contratar jogadores para todos os setores, é na defesa que está a maior carência do elenco do Paysandu. O próprio Mazola deixou claro após o jogo com o Brasília-DF que vai querer reforços para a defesa. Ele criticou o fato do time vir levando gols nos últimos jogos e que várias formações e sistemas de jogo foram testados.

“Estamos trabalhando para trazer o zagueiro também até esta sexta-feira. Depois vamos atrás das demais contratações. Devem ser mais dois ou três jogadores”, confirmou Aguilera. Desde ontem o nome do zagueiro Ranieri, de 34 anos, que defendeu o Salgueiro-PE no Campeonato Pernambucano, ganhou força na Curuzu.


**Fonte Portal ORMNews

Paysandu negocia com meio-campo revelado nas categorias do São Paulo

De acordo com Sergio Papellin, Rafael Tavares, de 23 anos, pode ser anunciado depois de uma reunião com a diretoria bicolor. Dirigente nega outros nomes


Rafael Tavares, de 23 anos, pode ser o primeiro reforço do Paysandu para a Série C do Brasileiro, segundo informações do executivo de futebol, Sergio Papellin. Além do meio-campo, que tem passagem pelo Luverdense e disputou o Campeonato Goiano 2014 pela Aparecidense, o clube também estaria negociando com um goleiro e mais um zagueiro, informações, porém, negadas pelo gestor.
– O único jogador que estamos negociando se chama Rafael Tavares. O resto é puramente especulação da imprensa. Temos uma reunião (a diretoria) para debater sobre a contratação do Rafael e outros nomes, mas eu reitero que nesse momento é apenas isso que temos – limitou-se a dizer, desmentido a negociação com o goleiro Saulo, ex-Santos, e o zagueiro Ranieri, do Salgueiro.  
Rafael Tavares é fruto das categorias de base do São Paulo. O meio-campista acumula passagens por Sertãozinho (SP), Marília, Luverdense (MT) e Aparecidense (GO). De acordo com informações preliminares, o jogador estaria aguardando apenas a ordem de passagem para seguir para a capital paraense. 
Mais sobre Tavares
Depois de três temporada consecutivas com a camisa do Luverdense, Rafael Tavares despertou o interesse do Goiás, chegou a se apresentar no final da temporada passada, mas acabou emprestado ao Aparecidense, com quem os Esmeraldinos mantém parceria.
**Fonte GloboEsporte/PA

Tapetão na mira do bicola

Gilmar, do Brasília, teria atuado de forma irregular. Advogado vai ao Rio ingressar com ação no STJD.
Ao fim da noite de ontem, surgiu uma informação que pode colocar o Paysandu na disputa da Copa Sul-Americana, apesar da derrota diante do Brasília, no último domingo. A equipe detentora do título da Copa Verde teria escalado um jogador de forma irregular. Trata-se de Gilmar. O nome do atleta não consta no Boletim Diário de Informação, segundo informações dos bastidores alvicelestes. O imbróglio foi causado pois o jogador atuou com o contrato vencido - o vínculo terminou no último dia 20, de acordo com informações iniciais, e o Brasília não teria pedido a renovação em tempo hábil. O departamento jurídico bicolor, por meio do advogado Alberto Maia, já está atento ao caso, inclusive, Maia deve viajar ao Rio de Janeiro para ingressar com uma ação no Superior Tribunal de Justiça Desportiva. A reportagem tentou contato com o advogado, no entanto, o seu celular permaneceu fora de área, até o fechamento desta edição.

A quarta-feira foi de cobranças e afagos para os bicolores. Tão logo chegaram a Belém, nas primeiras horas da madrugada, eles tiveram a boa surpresa de uma recepção de cerca de 30 torcedores, além dos familiares que estavam no aeroporto para demonstrar apoio ao time. “A gente esperava uma recepção diferente aqui, mas deu pra perceber que o torcedor é fiel ao clube”, comentou o centroavante Lima, ainda em Val-de-Cães. À tarde, antes do treino regenerativo na Curuzu, o elenco se reuniu com o técnico Mazola Júnior e ouviu dele palavras semelhantes às que proferiu ainda em Brasília (DF). O momento não era mais para lamentações. A perda da Copa verde já passou e o Paysandu tem que se recuperar o quanto antes.

Os jogadores admitem que a perda da vaga para a Copa Sul-Americana de 2015 ainda é  muito sentida. O meia Djalma defende essa postura, que tem que haver essa cobrança. Para ele, isso tem que ser uma constante, independente do time vir de uma perda considerável. Só assim para chegar ao principal objetivo do ano, que é o acesso para a Série B do ano que vem.

“Somos cobrados sempre, ainda mais depois de uma derrota como essa. É uma cobrança boa e tem que ser assim. Todos os jogos serão complicados daqui em diante. Vai ser uma decisão por rodada”, disse. Djalma lembrou que essa cobrança vem sendo feita desde o Distrito Federal e que o elenco vem trabalhando nesse sentido, de deixar a Copa Verde apenas na memória.

“Depois do jogo o Mazola disse que teríamos que assimilar a derrota o mais rápido possível. Não adianta ficar lamentando e sim assimilar o baque e voltar forte o quanto antes. Estamos conversando, assimilando aos poucos o que aconteceu. Ainda não estamos totalmente recuperados, mas acredito que daremos a volta por cima. Vamos fazer uma grande Série C.”

De fora de todo o torneio nacional, o atacante Jô garante que mesmo de longe também sentiu demais a perda da decisão. Ele também esteve entre os que ouviram as palavras do treinador ontem e garante que tudo foi bem compreendido dentro do elenco. Com a Série C prestes a iniciar, o Paysandu tem a obrigação de saber aprender com os erros cometidos até aqui e começar bem o Campeonato Brasileiro para manter-se forte na disputa pelo acesso.

“Conversamos bastante antes do treino de hoje (ontem) e o professor nos cobrou bastante. É claro que o ânimo sofreu um baque, mas temos mais competições pela frente e temos que esquecer o que passou”, afirmou. “Sentimos o baque e temos que saber aprender com nossos erros. Não podemos comprometer nosso trabalho do restante do ano”, finalizou o atacante.
Após derrota, Time finalmente volta aos treinos na Curuzu
O primeiro dia de treino do elenco bicolor ainda foi num ritmo mais lento, de ressaca após a perda do título da Copa Verde. Quem esteve em campo no Mané Garrincha participou de um trabalho regenerativo na academia da Curuzu. A partir de hoje, em dois turnos, os treinamentos serão mais voltados para o próximo desafio. Sábado à tarde, em Castanhal, Paysandu e Águia estreiam na Série C do Campeonato Brasileiro. Para esse confronto, o técnico Mazola Júnior poderá contar com três jogadores que não enfrentaram o Brasília: o volante Ricardo Capanema, o meia Marcos Paraná e o atacante Jô. As baixas continuam sendo o meio-campista Héverton e o atacante Dennis, entregues ao departamento médico. Ainda há a incerteza quanto ao aproveitamento do zagueiro Charles, que foi expulso na decisão de segunda-feira e pode ter que cumprir a suspensão automática no Brasileirão.

O meia Bruninho, que teve diante do time brasiliense uma de suas melhores atuações com a camisa alviazul, admitiu a tristeza que se abateu sobre o elenco. Mas, ressaltou que o sentimento ficou no dia após a derrota nas penalidades. Desde ontem o grupo já respira Campeonato Brasileiro, garante o jogador.

“Não conseguimos levantar a taça, mas temos que levantar a cabeça porque sábado temos a batalha da Série C. Temos que nos recuperar o quanto antes. Isso acontece com os melhores jogadores. É um momento difícil, mas para superá-lo somente com muito trabalho”, disse Bruninho.
**Fonte JAmazonia

quarta-feira, 23 de abril de 2014

Mazola avalia qual time lançar

O começo dos treinos para encarar o Águia no sábado devem trazer novidades na equipe principal. Mazola Júnior ainda não poderá contar com o meia Héverton e o centroavante Dennis. O primeiro passou por uma cirurgia depois de uma crise de apendicite e o segundo torceu o tornozelo direito. A terceira baixa deve ser o zagueiro Charles, expulso na final da Copa Verde. Esse desfalque ainda carece de informação. Hoje o clube deve receber a resposta da CBF (Confederação Brasileira de Futebol) quanto à situação de jogo do atleta.

“Acho que perdemos o Charles para sábado. Foi uma partida oficial de uma competição nacional e vamos consultar o nosso jurídico”, comentou o gerente executivo de futebol Sérgio Papellin.

Em contrapartida, o treinador bicolor terá à disposição o volante Ricardo Capanema, que estava suspenso, e o atacante Jô e o meia Marcos Paraná estão à disposição depois de ficarem de fora da Copa Verde por não terem sido inscritos na competição.

O jogo contra o Águia será o primeiro dos três que o Paysandu terá que atuar em Castanhal, devido à punição imposta pela Justiça Desportiva em decorrência de problemas com as organizadas na Série B do ano passado. Depois, será a vez de encarar o ASA-AL, dia dez de maio, pela terceira rodada. Essa partida foi antecipada em um dia pela CBF, ontem. Pela quinta rodada, ainda no Modelão, será a vez de encarar o Botafogo-PB, dia 25. Esses três jogos serão de portões fechados.


**Fonte JAmazonia

Djalma esquece Copa Verde e foca na Série C: "Não pode deixar abalar"

A final da Copa Verde já é passado para o polivalente Djalma, do Paysandu. O meio-campista, que este ano também vem atuando na lateral e até como atacante, confessa que a perda do título do torneio regional não era algo esperado pelo elenco bicolor, culpou erros individuais pela derrota e ainda afirmou que o jeito é focar todas as atenções no Paraense e na Série C do Brasileiro, que começa neste sábado para o Papão.
– Tem que levantar a cabeça. Não adianta nada ficar triste, fica p(...). A gente fica triste hoje, mas amanhã tem que ser esquecido porque depois já temos o primeiro jogo da Série C, contra o Águia, depois o São Francisco pelo Parazão. A gente tá p(...), triste, mas não pode deixar isso abalar emocionalmente a gente. Temos que esquecer, não adianta mais pensar nisso. Vamos trabalhar forte porque temos outros objetivos, como ser campeão paraense e voltar para a Série B – ressaltou Djalma
O meio-campista alviceleste acredita que a derrota para o Brasília aconteceu por erros individuais do time, ocasionados inclusive por ele mesmo, e que, no fim, a culpa acaba sendo de todos os jogadores do Paysandu.
– Entramos bem nos primeiros minutos, mas depois pecamos nos passes, na escolha do último passe. Eu, por exemplo, tive a oportunidade de cruzar uma bola para o Lima, mas não cruzei e tentei ou gol. Mas não adianta tentar tirar a culpa de ninguém, é de todos os jogadores. Temos que levantar a cabeça, não deixar abalar porque temos outras competições pela frente – aponta. 
O Papão já volta a campo neste sábado, contra o Águia de Marabá. O técnico Mazola Júnior não poderá contar com o zagueiro Charles, que cumprirá suspensão automática por conta da expulsão na final da Copa Verde, já que ambas são competições da CBF. O meio-campista Héverton e o atacante Dennis também desfalcam o time bicolor, já que o primeiro se recupera de uma apendicite, enquanto o centroavante de uma torção no tornozelo. Djalma ressalta que a Terceirona nacional será a competição mais difícil do ano para o Paysandu.
– É como se fosse uma Série B, como o próprio Mazola disse pra a gente no final do jogo. Ele conhece bem e sabe que é mais difícil que do que jogar a Série B. Temos que encarar todo jogo como se fosse uma final de campeonato, até para dar uma resposta e respeitar o torcedor, que foi a Brasília, compareceu em peso – explicou Djalma.
Se o treinador alviceleste não poderá contar com três jogadores, ao menos “ganha” os reforços do meio-campista Paraná e o atacante Jô, que não conseguiram ser inscritos na Copa Verde, mas já disputam o Parazão normalmente. O centroavante, inclusive, está fora da primeira semifinal da Taça Estado do Pará, contra o São Francisco, já que recebeu cartão vermelho na última rodada da fase classificatória, contra o próprio Leão mocorongo.
**Fonte GloboEsporte/PA

terça-feira, 22 de abril de 2014

Técnico elogia prata da casa

No segundo tempo, já perdendo por 2 a 0, o treinador do Paysandu colocou em campo uma das poucas opções disponíveis no banco para tornar o time mais ofensivo: o atacante Leandro Carvalho. O jogador, tratado como uma joia do clube, foi o autor do único gol dos bicolores no jogo. Semanas atrás, Leandro Carvalho chegou a ser rebaixado para a equipe Sub-20 por conta de problemas disciplinares, o que foi amenizado por Mazola Júnior. 
– O Leandro (Carvalho) é um jogador que não sente essa responsabilidade (de jogar uma final de campeonato). Ele é muito irreverente. A gente só tem que tomar cuidados para que eu essa irreverencia não ultrapasse os limites da disciplina e vire bagunça. Ele estava deslumbrado com algumas coisas, não tem o apoio que deveria ter, mas ele é diferenciado. Só não entra no início dos jogos porque ele não aguenta os 90 minutos. Ele tem muito déficit de força física, não está preparado para o alto nível. Estamos fazendo um bom trabalho com ele, educando-o, e tenho certeza que vai dar uma boa resposta para nós e para o Paysandu – explicou. 
**Fonte GloboEsporte/PA

"Hoje, não ganhou a melhor equipe do campeonato", afirma Mazola Júnior

Técnico do Paysandu lamenta perda do título da Copa Verde, desabafa sobre erros de arbitragem, problemas na defesa, e pede contratações para a Série C


A derrota para o Brasília, na noite desta segunda-feira, que culminou com perda do título da Copa Verde, fez com que o técnico do Paysandu, Mazola Júnior, comentasse sobre várias insatisfações suas sobre o trabalho que vem sendo realizado no clube. As principais delas recaíram sobre o setor defensivo do Papão e da falta de uma postura mais incisiva da diretoria bicolor sobre problemas com a arbitragem dos jogos, além de ressaltar que a Série C do Brasileiro – que começa no próximo sábado – é de um grau de dificuldade ainda maior do que os torneios pelos quais a equipe paraense já disputou esse ano.
– Em nenhum momento o time se entregou. Nesse ponto, não temos nada a falar desse grupo. Temos, sim, problemas pontuais que tem que ser resolvidos. Conheço bem a Série C e, principalmente a nossa chave. É três vezes mais difícil que Campeonato Paraense, Maranhão e Copa Verde. Tomamos gol em quase todos os jogos (no ano). Então tivemos que fazer esforços com relação a isso. E trocar algumas peças, principalmente o setor defensivo. Tentamos de tudo: três zagueiros, dois, testamos todos os jogadores que temos a disposição, e a diretoria tem que arrumar uma solução – reclamou Mazola
O treinador também refletiu sobre pontos positivos. A invencibilidade do time na temporada – que estava em 21 jogos – foi quebrada após a derrota para o Brasília por 2 a 1. Entretanto, para o treinador alviceleste, esse é o menor dos problemas.
– Sinceramente, eu estou muito tranquilo com relação a isso. O trabalho que está sendo feito no Paysandu não acontecia há muito tempo. Muitas coisas aí que eram inadmissíveis com um clube dessa dimensão. O Paysandu foi protagonista em tudo que disputou. Chegamos a final da Copa Verde como a melhor equipe. Hoje, não ganhou a melhor equipe do campeonato. E estamos classificados na Copa do Brasil. Mesmo assim, soma todas essas competições, que a Série C, no Grupo A, é muito mais difícil – salientou o comandante.
– Série C, do Grupo A, é uma Série B. Quase a totalidade dos jogadores, inclusive do Paysandu, já jogaram a Série B. Temos que ser um pouco mais diretos, não nos iludirmos. Eu não estava iludido nem quando chegamos a final (da Copa Verde). A minha cobrança era contínua nessa situação. Nós tomamos muitos gols, tudo foi feito para reverter o quadro, e continuamos tomando – completou Mazola Júnior.

Ainda no primeiro tempo da final no Mané Garrincha, o Papão ficou com um homem a menos em campo. O zagueiro Charles foi expulso após evitar com as mãos um gol do adversário. Além do cartão vermelho, o Brasília teve o pênalti marcado, que foi convertido por Gilmar. Segundo Mazola, ter ficando com apenas dez jogadores foi determinante para a derrota, além do gol mal anulado de Lima, que estava em posição legal, mas o impedimento foi marcado
– Não tanto a saída do Charles. É lógico que é um bom jogador, rápido, bom no jogo aéreo, ágil. Mas o que penou foi ter ficado com um a menos. Sem contar que nós tivemos que vir para cá com um grupo muito desfalcado. Além disso, fomos, mais uma vez, prejudicados pela arbitragem. Isso vem desde o estadual, no pênalti que não foi dado no Lima e que poderíamos ter matado o primeiro turno ali. É muito complicado para o treinador ficar brigando contra o sistema, isso é função da diretoria – disparou. 
No próximo sábado, dia 26, o Paysandu estreia na Série C do Brasileiro contra o Águia de Marabá, no Estádio Maximino Porpino, o Modelão, em Castanhal. A partida será às 16h, porém com portões fechados, já que o clube cumpre punição do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD). A reapresentação do time aos treinos está marcada para esta quarta-feira. 
– Temos que ter atitude. O que eu falei para os jogadores no vestiário é de que chorem, fiquem tristes agora. Quarta-feira tem treino e lá já tem que mostrar atitude, porque sábado estreamos na competição mais difícil do ano para o Paysandu – afirmou.
**Fonte GloboEsporte/PA

segunda-feira, 21 de abril de 2014

Ficha do Jogo: Brasília-DF X Paysandu-PA (Copa Verde)


Brasilia-DF X Paysandu-DF
Copa Verde
Final - Jogo de Ida

Local: Mané Garrincha
Data: 21/04
Hora: 17hs
Ingressos: Arquibancada R$1,00

Arbitro: Pablo dos santos Alves-ES
Auxiliares: Francisco Casemiro de Sousa-TO e Nilton Pereira da Silva-RR

Brasília
Artur; Tamaré, Márcio Santos, André Nunes e Kaká; Daniel (Matheuzinho), Pedro Ayub, Clécio e Gilmar; Alekito e Marlon (Igor)
Técnico: Luis Carlos Souza


Paysandu
Matheus; Djalma, Charles, João Paulo (Lacerda) e Airton (Pablo); Ricardo Capanema, A. Recife (Billy), Zé Antônio( Leandro Carvalho) e Yago Pikachu; Brunhinho (Heliton)  e Lima.
Técnico: Mazola Júnior

Augusto Recife e Mazola têm chance

Quando o Paysandu conquistou a Copa dos Campeões, em 2002, duas presenças importantes que estão hoje na Curuzu defendiam o Cruzeiro-MG. O volante Augusto Recife tinha apenas 18 anos e o agora técnico Mazola Júnior era auxiliar de Marco Aurélio. Foi uma derrota dura para dois iniciantes nas respectivas carreiras. Hoje, ambos defendem o Papão e têm a oportunidade de repetirem a história com o Papão voltando a uma competição sul-americana.
Para o jogador, hoje experiente, com 30 anos e o Campeonato Brasileiro de 2003 no currículo - sacramentado, ironicamente, numa vitória do Cruzeiro sobre o Paysandu -, é uma situação normal, algo inerente ao mundo do futebol. O volante garante que é uma felicidade poder estar mais uma vez em um momento tão importante para o clube paraense. “Não daria para imaginar, mas futebol é assim. Nós temos que estar preparados sempre para esses momentos. Estou tendo a felicidade de estar no Paysandu e decidindo um título tão importante para o clube. Espero que a história se repita para o Paysandu”, confirmou Augusto, que prevê um time bem mais ligado do que no último compromisso, a vitória de 2 a 1 sobre o Maranhão-MA. “Aquele jogo serviu de lição, sim. A torcida pode ter certeza que segunda-feira será diferente.”
Mazola vê a decisão de hoje como um momento crucial da história do clube e da atual temporada. Uma oportunidade única para o Paysandu se reinserir no cenário nacional e para dar seguimento ao trabalho que vem sendo feito esse ano. “Eu vivo a expectativa de realizar esse bom trabalho e confirmá-lo com o primeiro título do ano. A Copa Verde é muito importante para o Paysandu. Essa é a nossa maior motivação em busca desse título”, disse o treinador.
O comandante bicolor espera que a torcida alviazul seja a maior hoje no Mané Garrincha, lembrando justamente do que aconteceu em 2002, no Castelão, quando estava do lado oposto. “Espero que o jogo da volta tenha uma verdadeira invasão da torcida do Papão, em Brasília, assim como eu vi acontecer em Fortaleza (CE), naquele jogo de 2002 (na final da Copa dos Campeões)”
**Fonte JAmazonia

A um passo da América

Papão joga por um empate diante do Brasília para conquistar Copa Verde e garantir vaga na Sul-Americana
No ano em que o Paysandu conquistou o maior título de sua história, a Copa dos Campeões, em 2002, o que garantiu a vaga para a disputa no ano seguinte da Copa Libertadores da América, a Conmebol (Confederação Sul-Americana de Futebol) criou a Copa Sul-Americana, uma espécie de segunda divisão da competição mais importante da América do Sul. Ainda assim, alguns dos clubes mais importantes do continente já a disputaram e venceram-na, como os argentinos Boca Juniors e Independiente e os brasileiros Internacional-RS e São Paulo-SP. Doze anos depois, hoje o Papão tenta voltar a carimbar o passaporte para uma disputa internacional. A partir das 17 horas, o Paysandu encara o Brasília-DF, pelo título da Copa Verde.
O jogo será no Estádio Nacional Mané Garrincha, reconstruído para ser o segundo maior da Copa do Mundo, com capacidade oficial para 68.009 pessoas, atrás apenas do Maracanã, com 73.531 lugares. Será um palco e tanto para uma torcida ínfima que estará presente. A média de pagantes nos jogos do Brasília é de 330 torcedores e, para levar mais gente, a diretoria do clube colorado estava até dando ingressos, isso depois de colocar 20 mil lugares a R$ 1,00, valor que não paga uma passagem de ônibus em nenhuma capital do Brasil.
As arquibancadas quase vazias - espera-se mais gente de azul e branco do que de vermelho no estádio - contrasta com a importância do jogo para os dois times. De um lado, uma equipe das mais tradicionais do futebol nacional que tenta se reerguer, um ano depois de ter sido rebaixada da segunda para a terceira divisão. Do outro, um clube com menos de 40 anos de fundação e que nunca teve maior destaque no cenário nacional.
O Paysandu tenta confirmar que está mesmo em um caminho rumo à modernização. Caminho esse que foi apregoado ano passado, mas teve como ponto final os mesmos erros de antes e a queda para a Série C, onde o clube ficou por seis anos e teve muitas dificuldades para sair. A diretoria trouxe um técnico com experiência, mas ainda em busca de um lugar ao sol. Mazola Júnior resolveu trabalhar com paciência e um passo de cada vez. O time demorou um pouco a engrenar, mas hoje decide a Copa Verde, tem a melhor campanha do Campeonato Paraense, passou de fase na Copa do Brasil e daqui a cinco dias estreia no Campeonato Brasileiro.
Tudo vem dando certo, mas o próprio treinador sabe que isso não for traduzido em título de nada valerão os elogios até aqui. “Futebol é assim. Você pode ter o melhor trabalho do mundo, mas se não tiver títulos ninguém vai considerá-lo. Chegamos a um momento decisivo na força máxima que esse grupo pode dar. O elenco não tem muito mais a dar do que vai dar nessas finais”, comentou Mazola, antes mesmo da viagem à capital federal.
A sorte está lançada e o primeiro grande objetivo bicolor está em jogo. A volta a uma competição internacional ganha mais importância ainda porque a edição de 2015 da Copa Verde ainda não está confirmada. Com exceção dos jogos envolvendo os times paraenses, os demais foram fracassos de público. Para o Papão, tem que ser agora. Outra oportunidade igual a essas tão cedo não será nada fácil.

**Fonte JAmazonia